quarta-feira, 11 de março de 2015

A Salada dos Excluídos

Era uma vez uns quiabos, jilós e um grande pimentão verde (que tinha até umas manchinhas vermelhas, mas era verde mesmo...). Solitários, rejeitados, formavam o grupo dos excluídos, quase ninguém gostava deles: diziam que os jilós eram caras amargos, os quiabos eram sujeitos escorregadios, e que a convivência com o pimentão só trazia péssimas lembranças!!
Estavam esses coitados na maior fria na geladeira, quando resolveram mudar. E como mudar e continuar a ser jiló, quiabo e pimentão verde?? Se juntaram, foram para a pia e pensaram que se unissem com alguns caras mais populares, talvez conseguissem a simpatia de outros tantos..
Foram procurar a batata doce, que até pouco tempo também tinha uma péssima fama, mas tornou-se celebridade instantânea, graças a mídia... Ela relutou, mas acabou cedendo, já ia chamar o frango, mas não deixaram, esse era um grupo vegetal!  Aí chamou a abobrinha italiana, queridinha dos grã-finos, muuito bem relacionada. Ela trouxe logo seus amigos super íntimos, azeite e alho, que animam qualquer festa.
A coisa ficou tão promissora, que se chegaram dois estrangeiros, super queridos por aqui: o óleo de gergelim torrado e o zatar...
E assim surgiu, nessa misturada de gente, uma salada que podia ser péssima, mas ficou ótima:


Salada Convivência
12 quiabos pequenos inteiros
6 jilós
2 dedos de pimentão verde
1 abobrinha italiana pequena
1 batata doce pequena
1 dente de alho bem picadinho
Sal
Azeite
Zatar
Óleo de gergelim torrado
Lave muito bem todos os legumes. Mantenha os quiabos inteiros. Corte cada jiló em 4 “gomos”, polvilhe sal e reserve em uma tigela. Corte o pimentão em cubos médios, e a abobrinha em fatias de 1 dedo de espessura. Corte as pontas da batata doce, coloque no microondas por 1 minuto na potência máxima, vire e repita a operação. Depois fatie como as abobrinhas. Enxágue e seque bem os jilós. Espalhe todos os legumes em uma assadeira. Espalhe o alho picado, polvilhe o zatar e sal. Regue com azeite e algumas gotas de óleo de gergelim. Misture com as mãos e leve ao forno alto, pré-aquecido, até que fiquem bem dourados, especialmente por baixo. Sirva quente ou frio.






quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Férias escolares: parar de estudar sem parar de aprender!

Já discutimos anteriormente que além do uso de alimentos saudáveis nas quantidades adequadas, a rotina é muito importante na alimentação de qualquer pessoa, especialmente daqueles que ainda estão crescendo. Esta rotina, além de promover o fornecimento constante de "combustíveis" para o organismo, mantendo um equilíbrio metabólico que facilita a melhor produção de energia e também o desenvolvimento em todo o potencial da criança, cria o tal do BOM HÁBITO ALIMENTAR.
Agora, pensem comigo: como nossos filhos têm praticamente 3 meses de férias por ano, se deixarmos que neste período eles comam o que querem na hora que bem entendem, "só porque estão em férias", estaremos comprometendo a educação alimentar deles 25% do tempo! Muito sério isso, não???
E como fazer? É só usar bom senso, planejamento, e um pouquinho de pizza e sanduíche também, porque faz parte da vida, não é?

(imagem: Luciana Fernandes, no site: educarparacrescer.abril.com.br)


Vamos a algumas sugestões práticas:

- Mantenha horários para as refeições: podem ser um pouco mais flexíveis, mas deve haver uma refeição a cada 3 ou 4 horas.
- Criança não deve pegar o que quer comer na hora que der na telha: tem de pedir, e se não for o caso, você tem de dizer não!
- Não estimule "beliscos". Caso queira oferecer uma pipoca ou um sorvete, associe a momentos de bastante atividade, como um jogo de pega-pega, um banho de piscina ou mesmo uma boa "batida de perna" na rua, num parque ou no shopping.
- Beliscar, "deitadão" no sofá vendo TV ou no videogame, não é um hábito a ser ensinado e nem estimulado. Compre umas garrafinhas com bico, bem bacaninhas e deixe sempre com água fresca: é a melhor companhia ao lado da TV ou do computador... distrai a boca e mantém a hidratação.
- Será que o cinema pode ser sem pipoca?...ou pelo menos vamos dividir uma das pequenas?
- Faça refeições agradáveis, com comidas que eles gostam, mas sempre respeitando a proporção dos grupos de alimentos: uma parte em carboidratos (massa), uma parte em proteína (carne, ovos ou laticínios) e duas partes em vegetais (frutas e legumes).
- Vai ter pizza no jantar? Enquanto não chega, corte cenouras em palitinhos, pepinos em rodelas e ofereça para as crianças apenas com um pouco de sal ou catchup. Vamos tomar um suco de laranja enquanto não chega o lanche? Será que hoje podemos trocar o refrigerante por suco?
- Planeje a semana, porque afinal eles estão em férias e você provavelmente não: sem o planejamento do cardápio da semana, aumenta muito a possibilidade de você acabar oferecendo salsicha ou macarrão instantâneo só porque "não deu tempo" de providenciar algo mais saudável.
Proporcione atividades gostosas e que promovam maior gasto de energia: brincar no condomínio, no quintal ou na praça, um passeio de bicicleta, uma ida ao clube, um bom passeio a pé, até ajudar nas tarefas domésticas pode ser divertido, se for bem orientado. Pense em quantas coisas divertidas podemos fazer que não seja só COMER. 
E boas férias!

domingo, 23 de novembro de 2014

Temperos...

Na semana em que a estrela das notícias sobre alimentação foi o tal do “salgante”, tratado como herói por todas as matérias que li, resolvi falar de temperos...
Você consegue pensar em 40 tipos diferentes de temperos? Fácil, não é? 40, 50, 60... é só pensar um pouco... Secos, frescos, em pó, folhas, legumes, líquidos, tudo está aí para que sua aventura na cozinha seja mais rica, perfumada e variada.
Porque ficar só no alhocebola, ou pior, naquelas misturas industrializadas que deixam tudo com o mesmo gosto e a sua língua “viciada” em sal? Então pare de pensar em “cortar” o sal. Até porque ele é necessário para o equilíbrio dos líquidos no corpo. Use-o da forma justa, como realçador de sabor e não como O sabor. Pouco sal e muitos temperos. Vamos experimentar??
 Ontem estive num jantar, maravilhoso, mega perfumado, que foi servido um pouco além do horário combinado, por minha culpa, aliás.. Quando elogiávamos o cheiro bom no ambiente, uma das comensais disse: minha mãe sempre diz que a fome é o melhor tempero. Pode ser. Lembranças também. O tempo deixa tudo mais gostoso e mágico. 
Por isso a receita do post vem de uma doce lembrança. Há muito tempo vivi quase quatro anos no Rio de Janeiro, a cidade mais que maravilhosa, onde ainda hei de morar de novo... E como era bem jovem, recém casada, vivia num meio bem “descolado”, saíamos muito para comer. Nada de comida especial, comida honesta e barata, em lugares onde muita gente amiga poderia estar. O restaurante La Mole do Leblon era uma das pedidas mais freqüentes. E aí tinha o couvert, com os grissini, manteiga, azeitonas e a berinjela... e foi essa berinjela que pipocou nos meus sonhos ultimamente.. então vai a minha releitura da berinjela do La Mole... será que era tão boa? Será que ainda existe? Será que ficou parecida?


BERINJELA DO LA MOLE
1 berinjela
1 folha pequena de louro
1 pitada de orégano
1 copo de água
4 colheres de vinagre
½ colher (chá) de sal
1 dente de alho, pequeno, cortado ao meio
Azeite

Descasque a berinjela e corte-a em tiras. Leve para ferver: a água, o vinagre, sal, louro e orégano. Quando ferver junte a berinjela e cozinhe por 1 ou 2 minutos. Escorra bem, e despeje quente num pote com o alho cortado dentro. Regue generosamente com azeite, misture bem, tampe e deixe descansar por pelo menos 6 horas na geladeira. Se necessário acerte o sal (pouco!!!) Retire o alho e o louro e sirva com pães ou torradas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Desgourmetizar! Já!

Nesse mundo de celebridades, a impressão que eu tenho é que a comida também tem de ser “celebridade” para valer alguma coisa. E aí vira gourmet. Sanduíche gourmet, saladinha gourmet, arroz com feijão gourmet, acho que ainda vai rolar um miojo gourmet...
Pensando que comida gourmet é comida celebridade, tenho visto muita comida “bigbrother” por aí, feita de qualquer jeito, sem nenhum valor que justifique seu “título” de celebridade. Coloca um ingrediente caro e fica se achando... Ou se enfeita demais..
Então a minha bandeira é: DESGOURMETIZE-SE!
E isso não significa não ser criativo, não comer coisas divertidas e gostosas. É só parar com essa onda de que tem de usar o ingrediente X da marca Y, porque senão não é bacana. Usar o mais barato do supermercado também dá comida boa. Usar ingrediente simples também dá comida boa. Usar panela de alumínio, bacia de plástico, batedeira comum, também dá comida boa.
Pára de complicar, senão você vira um cozinheiro de fim de semana que só come porcaria a semana toda porque não tem tempo de cozinhar do jeito “certo” ou vai gastar um dinheiro absurdo se deixando levar por essa onda de ingredientes e equipamentos que são ótimos, mas fora da realidade da maioria de nós. E isso não deve te deixar infeliz...
Brincar na cozinha, sempre! Querer ser o Alex Atala... pára de ser besta, rapaz!!
E para mostrar que dá prá brincar, vai a receita de um patê de feijão carioquinha inspirado no homus, a pasta de grão de bico com tahine que é uma das estrelas da chamada comida “árabe”. Grão de bico e tahine não é uma coisa que você sempre tem na sua casa, mas feijão, alho, azeite e limão... O clássico chama Homus, chamei esse de Homis! Experimente que é muito boa, e pode ser opção bem legal para o pãozinho de quem não usa derivados de leite.


Homis
1 xícara de feijão carioquinha cozido, mas sem desmanchar
3 colheres de azeite de oliva
1 colher (café) de alho fresco picado
1 colher de suco de limão
Sal
Escorra o feijão, mas reserve o caldo. No liquidificador, bata os grãos de feijão, ainda morno, com os outros ingredientes, usando um pouco do caldo se for necessário, até ter um patê. Leve para gelar e sirva com pão, torradas ou legumes crus, num dia comum, de pessoa comum e feliz!



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Um Bolo para Meu Pai


Meus pais eram uns lindos. Ambos químicos, viveram quase 50 anos numa química invejável.
Aprendi a amar cozinhar com a minha mãe. Aprendi a amar comer com o meu pai. Ela gostava dos ingredientes, ele das misturas. Aliás, era um barman bem criativo..
Tem alguns gostares que filho do seu Guido gosta, porque aprendeu com ele: escarola no alho e óleo gelada para o lanche da tarde, polenta com leite e açúcar, coisas com gosto de anis, pontinha de pão quente purinha de preferência ainda no carro, e... paçoca!  Ele amava paçoca. Chocolate também, mas paçoca me faz lembrar ele muito mais, não sei explicar porque. Mas arrisco. Paçoca esfarela, faz bagunça, mas não suja as mãos. Ele não gostava de coisas que sujam as mãos quando você come, melequentas e cheias de cobertura.
Então, esse bolo inventado hoje, seria perfeito para o meu pai: com gosto de paçoca, que não meleca as mãos e numa porção pequena, porque apesar de gostar de guloseimas, sempre foi comedido.
Parabéns, pai. Por ter sido esse lindo. E por deixar muitas lindezas suas no coração e no estômago de seus filhos.

BOLINHO DE PAÇOCA PARA SEU GUIDO
1 xícara de paçoca em barra cortada em cubinhos
½ xícara de açúcar
¼ de xícara de óleo
1 ovo
½ xícara de leite
1 ½ xícaras de farinha de trigo com fermento
1 pitada de canela
Misture os ingredientes secos: a farinha com fermento e a canela. Reserve. Bata todos os outros ingredientes no liquidificador, e deixe a paçoca ficar com alguns pedaços pequenos, não se preocupe em triturar tudo. Misture aos ingredientes secos, coloque em forminhas de cupcakes e leve ao forno pré-aquecido a 200 graus por uns 20 minutos, até que esteja firme ao toque do dedo.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Mais mole que fazer geleia!

Adoro geleias. Mesmo que agora não tenham mais acento... ô palavra esquisita!!
Mas voltando à cozinha, acredito que o uso de geleias, além de ser maravilhoso, tem muitos aspectos positivos:
1-      Estimula o hábito de café da manhã e lanche da tarde, refeições que andam meio abandonadas por aí..
2-      Como faz muita meleca para comer, não dá para comer geléia assistindo televisão senão vai pingar no sofá ou no tapete! Ensina todo mundo a voltar a comer na mesa...
3-      É um jeito bem saudável e ao mesmo tempo gostoso de tirar as bolachas industrializadas, especialmente as recheadas, do dia a dia das crianças: uma torrada com geléia é bem simpático para acompanhar o copo de leite, não?
4-      É uma forma legal de aproveitar aquela fruta que veio da chácara do seu amigo, ou que estava na promoção da feira ou do mercado.
5-      Dá uma cara gourmet em qualquer sobremesa: uma bola de sorvete com uma geléia por cima e umas nozes quebradinhas já provoca suspiros!!
6-      Permite que vocês tomem iogurtes de frutas COM frutas! Misturando seu iogurte natural com geléia você pode ter muito mais sabores do que qualquer prateleira de supermercado.
7-      É muito fácil de fazer!

Sobre esse último item, é importante que eu diga que uma geleia, com a textura e cara das industrializadas, que dure um ano na prateleira da sua despensa, é algo que precisa de bastante técnica e alguns equipamentos para produzir. Mas uma geleia de fruta, com gosto de fruta, cor e textura lindas, que você pode fazer um potinho só, e dura tranquilamente um mês na sua geladeira... ah... isso é moleza! Então para de complicar e de gourmetizar e entra no maravilhoso mundo das conservas não tão conservas assim..
Hoje compartilho uma receita até mais “complicada”, porque comprei quatro mexericas e fiquei louca prá fazer geleia com elas, essa era uma das preferidas da minha mãe.. Como as frutas cítricas têm uma parte amarga, acaba tendo um preparo mais “complexo”. Então, deve demorar uns 20 minutos a mais!!!
Para um potinho de 180 ml:
- 4 mexericas
- açúcar

Lave bem, esprema as mexericas, reserve as cascas, e meça o suco (deve dar um copo, mais ou menos). Reserve.
Com uma colherzinha, raspe a parte interna das cascas para tirar o excesso de “fios”. Corte as cascas em tirinhas bem finas.
Leve uma panela com água ao fogo, quando ferver coloque as cascas picadinhas, ferva por 1 minuto, escorra. Esse processo tira um pouco do amargo da casca, mas também perde um pouquinho do sabor... Eu faço isso apenas uma vez. Se quiser, pode fazer até 3 vezes: ferve a água coloca as cascas, ferve um pouquinho, escorre.

Coloque numa panela grossa: as cascas fervidas e escorridas, o suco, e o açúcar, na mesma quantidade do suco (pode diminuir um pouco, mas não dá para tirar muito senão não dá ponto). Ferva com a panela aberta até que fique parecendo mexerica em calda. Enquanto ferve pode formar uma espuma densa por cima, pode retirar com uma colher. Desligue o fogo e deixe esfriar na panela, porque caso ache, ao esfriar, que ainda está muito fina, pode ferver por mais alguns minutos. Coloque em potes e mantenha na geladeira.

No dia seguinte, pela manhã, sente-se à mesa, prepare uma xícara de café com leite, corte uma fatia de pão, passe manteiga e cubra com a geleia. Feche os olhos e sorria. É maravilhoso comer bem!

  

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A conversa chegou na cozinha


O espaço


O projeto
O projeto Colher tem o objetivo de mostrar, na prática, que é possível ter uma alimentação saudável sem precisar recorrer a alimentos ou equipamentos sofisticados.
É uma cozinha comum, equipada exatamente como a cozinha da maioria dos brasileiros, com fogão convencional, um micro-ondas, liquidificador, batedeira e geladeira. Nesta cozinha, a nutricionista Valéria Mortara mostrará o preparo dos alimentos que devem fazer parte da alimentação, da forma mais saudável possível.
Os utensílios também serão simples, panelas de alumínio, colher de pau, placas de corte normais. 
Para algumas oficinas serão utilizados equipamentos mais específicos, que serão necessários para aquele tipo de preparo. Alguém que fará uma cirurgia de redução de estômago vai querer ter um processador de alimentos, por exemplo...
Os temas serão variados, para atender as necessidades de cada tipo de cliente: oficina de culinária para quem mora só, para quem vai se casar e não sabe cozinhar, para papinhas de bebês, para o preparo de vegetais, para o preparo de sopas e caldos, para refeições rápidas, etc  
A cozinha está preparada para atender até 6 alunos por oficina, e o projeto prevê um mínimo de 4 oficinas por semana.

Vem, meu bem, que a conversa está picante...

No último post falamos dos sabores, e definimos a ardência como dor. E é interessante entender isso, porque assim fica claro a sensibilidade variada das pessoas em relação às pimentas já que cada um reage de forma diferente à dor... Nas pimentas vermelhas, a capsaicina, que é o elemento “irritante” das pimentas (matéria prima do spray de pimenta), tem sido alvo de muitos estudos que indicam propriedades bem bacanas, como proteção contra câncer e danos nas artérias.

Existe uma escala de picância, e dia desses me deparei com uma das campeãs: a habanero. Eu definitivamente sou uma “maricas” para a dor das pimentas, já que nem de luva e máscara consegui lidar com a danada. Acabou quase toda no lixo.... Mas na minha busca por receitas com a queridinha dos mexicanos, achei algumas bem interessantes onde a pimenta era assada antes de virar molho.

E é essa técnica que eu trago para o preparo de uma pasta ou molho de pimenta bem legal, onde você usará a pimenta que aguentar!!

Eu usei dedo de moça... sexy, né???

MOLHO DE PIMENTA 


Lave, corte ao meio e retire, com uma colherzinha, as sementes de um punhado de pimentas. Eu comprei uma bandejinha no sacolão. Se for sensível como eu, use luvas ou talheres para manipular. Não precisa ser rigoroso demais na retirada das sementes, ok? Se ficar um restinho, tudo bem..
Coloque-as numa assadeira, junte 2 dentes de alho, regue com azeite, sal, misture e leve ao forno alto até que dourem levemente.

Aqueça mais ou menos ½ xícara de vinagre.
Coloque as pimentas e alhos no copo do liquidificador. Despeje o vinagre na assadeira, para raspar as crostinhas que eventualmente ficaram, despeje no liquidificador e bata bem. Você pode escolher o jeitinho que preferir, desde um purê até um molhinho fino...


Coloque num vidro com tampa e mantenha na geladeira, usando todo dia para deixar sua vida um pouco mais picante... hummm... aiii...

quinta-feira, 10 de julho de 2014

De Amargo Basta o Jiló???


Assim como para os amargos da vida, precisamos de alguma maturidade para aceitar os amargos da comida, não é? São raras as crianças que comem jiló, almeirão, endívias, escarola...
São cinco, até agora, os sabores: doce, azedo, salgado, amargo e umami. Se você não sabe, umami é o sabor que chegou por último, é um sabor difícil de descrever, que envolve e aveluda a boca, característico dos alimentos ricos em glutamatos, e excessivamente usado na indústria de alimentos....
Só para temperar ainda mais o post, uma outra informação: picância não é sabor, em termos químicos. Picância é uma resposta do sistema nervoso à ação de algumas substâncias, em definição picância seria um tipo de dor!
Dos cinco, dois deles são tão desprezados, que acabaram se tornando sinônimo de dificuldades: o azedo e o amargo.
E aí amigo leitor, veja com outros olhos, como se fosse a língua humana a aproveitar totalmente os sabores: para ser completa e perfeita, a vida tem de ter de tudo, do doce ao amargo!

SALADA FRITA DE JILÓ

Fatiar uns 7 jilós, com pouco menos de 1cm de espessura. Coloque numa peneira apoiada numa tigela, polvilhe 1 colher (chá) de sal e deixe descansar por pelo menos 1h.


Enxágue e escorra muito bem as rodelas de jiló. Numa frigideira, frite as fatias, em um fio fino de óleo, como se fossem bifes, deixando dourar muito bem dos dois lados.


Na mesma frigideira, aqueça 2 colheres de azeite de oliva, junte 1 dente pequeno de alho e 2 colheres de sementes salgadas de girassol, e deixe fritar um pouco até o alho começar a corar. Acrescente ½ xícara de salsinha picada e despeje sobre os jilós.

Você pode usar como salada, acompanhamento, recheio de sanduíches, e dura uns 5 dias na sua geladeira. Duvido!!